À polícia, Bruno Ilha disse que encontrou com Nivaldo no dia 23, logo depois de ele ter deixado um funcionário no supermercado Hiper Bompreço, na Avenida ACM, e saíram para tomar cerveja. Em seguida, Nivaldo foi até Ipitanga, em Lauro de Freitas, também na RMS, dar uma carona para Bruno. Foi quando o plano do sequestro relâmpago começou a ser colocado em ação.
Bruno confirmou que, logo depois ele descer do carro do engenheiro, dois comparsas abordaram Nivaldo e anunciaram um assalto. O engenheiro foi colocado no porta-malas do próprio carro e Bruno, então, entrou novamente do veículo, com os dois comparsas. O objetivo, segundo informou à polícia, era obrigar Nivaldo a sacar R$ 1,5 mil, que Bruno disse precisar para ajudar um irmão que está preso.
De Ipitanga, o trio seguiu com a vítima no porta-malas até o município de Simões Filho, onde ele deveria fazer os saques. Mas, segundo Bruno Ilha, quando o porta-malas foi aberto, o engenheiro já estava morto.
Fratura
Exames serão feitos para apontar se Nivaldo morreu em decorrência dessa fratura ou por um possível sufocamento dentro do porta-malas do veículo.
Em depoimento, Bruno Ilha afirmou que, quando constataram a morte do engenheiro, ele e os dois comparsas decidiram abandonar o carro com o corpo dentro. No dia seguinte, eles retornaram ao local, conhecido como Góes Calmon, uma área erma de Simões Filho, onde cavaram uma cova rasa e enterraram o corpo do engenheiro.