Ex-ministro alega que o juiz contraria o entendimento de tribunais superiores e age contra a Constituição ao prorrogar indefinidamente sua prisão preventiva

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu,
durante audiência que ouve os presos da operação Lava Jato na CPI da
Petrobras, no prédio da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, na manhã
desta segunda-feira (31) (Vagner Rosário/VEJA.com/VEJA.com)
Em carta publicada nesta segunda-feira, pelo blog Nocaute, do escritor Fernando Morais, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso desde agosto de 2015 por suposto envolvimento com o esquema de desvios na Petrobras revelado pela Operação Lava Jato, condena os métodos do juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sergio Moro, responsável pelos processos em primeira instância, e diz que está há três anos sem renda própria e com os bens indisponíveis.
Dirceu alega que Moro contraria o entendimento de tribunais
superiores e age contra a Constituição ao prorrogar indefinidamente sua
prisão preventiva, uma vez que o próprio juiz já condenou o ex-ministro a
mais de 30 anos de cadeia em dois processos, e o Supremo Tribunal Federal (STF)
decidiu que os réus podem responder em liberdade até que sejam
condenados em segunda instância. Segundo o petista, Moro ignora o
princípio da presunção de inocência.