domingo, 28 de agosto de 2016

Dilma vai para último embate no Senado diante de algozes e de seu criador

  • Leo Correa/AP
    Pela 1ª vez desde o início do processo, Dilma fará um discurso no Congresso
    Pela 1ª vez desde o início do processo, Dilma fará um discurso no Congresso
Do lado de fora, um "muro" para dividir opositores e apoiadores do impeachment. Nas galerias do plenário do Senado, a mesma divisão. De um lado, lugares reservados para convidados da defesa. Do outro, convidados da acusação serão acomodados. Entre eles, jornalistas do Brasil e do exterior credenciados para registrar cada momento e também os bastidores de um dos momentos mais aguardados do processo de impeachment contra a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT).
O discurso de defesa diante de senadores na manhã desta segunda-feira (29) será o primeiro de Dilma no Congresso desde que o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), deu início ao processo, em dezembro do ano passado.
Eraldo Peres/AP
Manifestante pró-Dilma diante do Congresso
No plenário, Dilma ficará frente a frente com adversários políticos, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi derrotado por ela nas eleições de 2014. Além de discursar, ela terá que responder aos questionamentos dos senadores, dos advogados de defesa e acusação, e do presidente do julgamento, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal),Ricardo Lewandowski.
Nas galerias, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que idealizou a candidatura Dilma para a Presidência da República, em 2010, e foi o principal cabo eleitoral da petista nas duas disputas pelo Planalto, já tem lugar reservado. Ex-ministros de Dilma também estarão lá. O cantor e compositor Chico Buarque também foi convidado.
Movimentos sociais convocaram uma caminhada do Palácio do Alvorada, residência da presidente afastada, à praça dos Três Poderes. Dilma será recebida com flores pelos apoiadores na chegada ao Senado.
O presidente interino, Michel Temer, deve acompanhar o discurso da ex-colega de chapa do Palácio do Planalto. A sessão está marcada para começar às 9h e será transmitida ao vivo pelo UOL.

Como será a sessão:

  • Dilma terá 30 minutos para fazer um pronunciamento, mas ela não será interrompida se estourar esse tempo.
  • Em seguida, todos os senadores poderão fazer perguntas e terão até cinco minutos para isso.
  • A presidente afastada não terá o tempo da resposta limitado e os senadores não terão direito à réplica sobre a resposta da presidente.
  • Além dos senadores, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, e os advogados de acusação e defesa também poderão fazer perguntas a Dilma.
  • A previsão é que o interrogatório de Dilma dure todo o dia. 

COMO SERÁ A FASE DECISIVA DO PROCESSO DE IMPEACHMENT

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O desfecho do impeachment ainda não tem data exata definida, mas pode ser conhecido em sessão do Senado na terça-feira (30) ou quarta-feira (31). É quando os 81 senadores deverão votar para condenar ou absolver Dilma. Se Dilma, que foi derrotada nas duas votações anteriores no Senado e em uma na Câmara, conseguir impedir os 54 votos favoráveis ao impeachment, é absolvida e volta ao cargo. Mas, se ao menos 54 senadores votarem contra ela, dará adeus à Presidência.

O embate com os senadores

Para acertar os últimos detalhes, Dilma recebeu Lula no Palácio do Alvorada na noite de domingo. Ela afirmou a senadores aliados estar "segura" e agradeceu o empenho de todosdurante o processo de seu impeachment.

vitoria sai da zona

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Foto: Romildo de Jesus
O Rubro-Negro mostrou que se sente confortável na Arena Fonte Nova
O Rubro-Negro mostrou que se sente confortável na Arena Fonte Nova
Em jogo entre times que lutam contra o rebaixamento à Série B, o Vitória se deu melhor, venceu o América Mineiro por 2 a 1, na Fonte Nova, em Salvador, em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, e ficou fora zona da degola. 


O time mineiro, como vem acontecendo em praticamente todos os jogos da equipe, voltou a apresentar problemas nas finalizações. O resultado mantém o América na lanterna da competição, com 13 pontos. O Vitória, fora da zona de rebaixamento, foi para a 15ª posição, com 26 pontos. Os gols foram marcados por Marcelo e David para o Vitória. Danilo anotou para o América.



O time mineiro partiu para cima do Vitória logo no início do primeiro tempo. Aos dois minutos, Michael avançou depois de bobeira da defesa do Vitória e chutou, mas para fora, à esquerda de Fernando Miguel. O América chegou de novo aos 16 minutos, em cabeçada de Alison, depois de escanteio cobrado por Matheusinho pela direita. Fernando Miguel defendeu no meio do gol. Melhor em campo, ao menos no primeiro tempo, o time mineiro por pouco não abriu placar aos 23 minutos, em chute de Osman.



Aos 33, Matheusinho, com o gol livre, cabeceou por cima da meta do Vitória depois de cruzamento de Gilson. E se o América tentou muito e não conseguiu nada, o Vitória saiu rapidamente na frente Aos 37 minutos, Marcelo abriu o placar em chute de fora da área Michael perdeu mais uma chance aos 44, cabeceando para fora de dentro da pequena área.



O Vitória voltou melhor no segundo tempo. Aos dez, David cruzou rasteiro da direita, Cárdenas aproveitou mas a bola foi para fora. O time da casa ampliou aos 18 minutos, com David cabeceando livre depois de cruzamento de Cárdenas. Já no final, o América descontou aos 39 minutos com Danilo Barcelos em chute próximo à entrada da área. 



Em seu próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro, o Vitória vai a Belo Horizonte enfrentar o Atlético-MG, em 7 de setembro - antes, na próxima quarta-feira, visita o Coritiba pela Copa Sul-Americana. O América-MG volta a jogar contra o Cruzeiro no dia 8. 

Ficha do jogo
Vitória - Fernando Miguel; Diogo Mateus, Victor Ramos, Ramon e Diego Renan; Willian Farias (José Welison), Marcelo e Cárdenas (Serginho); Vander (David), Kieza e Ramallo. Técnico: Vágner Mancini.


América-MG - João Ricardo, Jonas, Alison, Sueliton e Gilson; Leandro Guerreiro (Diego Lopes), Juninho, Pablo e Matheusinho (Danilo Barcelos); Osman e Michael (Nilson). Técnico: Enderson Moreira.



Gols - Marcelo, aos 37 minutos do primeiro tempo, David, aos 18, e Danilo Barcelos, aos 39 minutos do segundo tempo.



Árbitro - Anderson Daronco (RS).



Cartões Amarelos - Vander, Marcelo e Kieza (Vitória); Jonas, Osman, Pablo, Alison, Gilson (América-MG). 



Renda - R$ 111.231
Público - 8.490

Dilma recebe Collor em busca de votos contra impeachment


 

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De Brasília
  • Facebook/Reprodução
    Encontro entre o senador Fernando Collor e Dilma Rousseff em foto sem data
    Encontro entre o senador Fernando Collor e Dilma Rousseff em foto sem data
Na véspera do julgamento que pode torná-la a segunda presidente a sofrer impeachment, Dilma Rousseff recebeu o ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), que foi afastado do cargo em 1992. A conversa, na sexta-feira, foi reservada e, segundo pessoas próximas a petista, foi solicitada pelo senador. A abertura de Dilma a parlamentares faz parte de sua estratégia para tentar conquistar votos a seu favor.
Collor, que já votou contra a petista em fases anteriores do processo, não anunciou claramente como se posicionará no julgamento final. Ele, no entanto, já comparou o processo de Dilma com o seu e defendeu que a chefe do executivo deve responder por crime de responsabilidade.
A conversa com Collor, segundo um interlocutor, ocorreu no mesmo momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava com o senador Edison Lobão (PMDB-MA), também para tentar conquistar seu voto. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Michel Temer prepara uma revisão na área social,

vitrines sociais do PT

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De Brasília
  • Ueslei Marcelino/Reuters
Passado o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e confirmado o seu afastamento definitivo, o presidente em exercício Michel Temer prepara uma revisão na área social, com mudanças em programas petistas, a retomada da reforma agrária e a implementação de iniciativas de impacto eleitoral. O objetivo do novo governo é desconstruir o discurso de que a gestão peemedebista representaria um retrocesso, além de se aproximar das camadas mais pobres, que formaram a principal base de apoio às gestões Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta é "repaginar" pelo menos cinco programas considerados bandeiras do PT - Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Ciência sem Fronteiras, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e Transposição do São Francisco - e lançar outros dois - um destinado a atender crianças da primeira infância e outro de reforma de casas populares, com recursos federais.
Após as eleições municipais, Temer deve lançar um plano de inclusão produtiva, que pretende dar uma nova cara ao Bolsa Família. Depois de anunciar um reajuste de 12,5% no valor do benefício, o Planalto quer combater a informalidade no mercado de trabalho verificada entre os atendidos pelo programa - cerca de 14 milhões de famílias. A ideia é estimular que tenham carteira de trabalho assinada, garantindo o recebimento do benefício por um a dois anos mesmo depois de empregados.
"Não tem nenhum retrocesso na agenda social, só temos uma visão diferente: o governo anterior tinha uma visão mais assistencialista, enquanto nós achamos que as pessoas não precisam se conformar com o benefício", disse ao Estado o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra. "Da maneira como está, ninguém sai do Bolsa Família, só entra."
O governo estuda ainda organizar pequenas incubadoras de startups para jovens beneficiados e parcerias com gigantes do setor de informática a fim de estimular o empreendedorismo. Prefeitos cujos municípios registrem a maior proporção de famílias emancipadas receberão diploma das mãos de Temer, fortalecendo o discurso de combate à pobreza, e serão premiados - o valor deve ficar entre R$ 100 mil e R$ 3 milhões, segundo Terra.
O roteiro para os primeiros meses do governo efetivo de Temer inclui o lançamento do Criança Feliz, projeto que prevê o acompanhamento de crianças de até 3 anos que são filhas de beneficiários do Bolsa Família. "Os programas de desenvolvimento (social) serão mantidos e majorados. O governo busca normalizar e pacificar o País", disse o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha.
O Estado apurou que Temer deverá anunciar no próximo mês uma nova política de reforma agrária, conferindo aos beneficiados o título de domínio da propriedade e retirando de movimentos sociais, como o MST, o papel de selecionar as famílias. O Planalto também pretende corrigir distorções apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou até casos de servidores públicos beneficiados com a distribuição de terras.
No dia 9 deste mês, Temer lançou um programa de revitalização de R$ 1,2 bilhão da Bacia do Rio São Francisco intitulado "Novo Chico", que inclui recuperação de áreas, controle de processos erosivos e a implementação de técnicas de irrigação mais modernas. A transposição e a recuperação do rio foram uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Dilma, impulsionando seu desempenho no Nordeste - depois de muitos atrasos, a obra só deverá ficar pronta em 2017.

Educação

Outra marca de Dilma que será alterada é o Pronatec, que deverá oferecer cursos mais voltados para a realidade de cada município. Até aqui uma das mudanças mais drásticas implementadas pelo governo Temer se deu no Ciência sem Fronteiras, considerado um dos "xodós" da petista.
O programa será reformulado, com o fim das bolsas para graduação, e dará prioridade a jovens pobres do ensino médio matriculados em escolas públicas. "Eles estão destruindo esses programas e reduzindo recursos para a educação", criticou o ex-ministro Miguel Rossetto, um dos auxiliares mais próximos de Dilma. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo

sábado, 27 de agosto de 2016

Qual a sua vocação?

Estamos vivendo o mês dedicado as vocações. 
Por que todas as pessoas não tem a mesma vontade,  no que diz respeito a vocação.
Você é o único,  e foi criado para ser alguma coisa.. Isso é vontade de Deus.
É preciso ouvir o chamado de Deus para o serviço,
Todos são chamados para este serviço.
E serviço tem muito e em todos os campos. 
Ser pai e mãe de família  é uma grande vocação e um grande serviço.
Imagine algumas irmãs saíram da sua  terra( continente) para servir a igreja  no Brasil, coisas de Deus,
Fique sempre atento para este chamado

Lula diz que seu indiciamento é um "factóide"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 26, a senadores do PT que o seu indiciamento pela Polícia Federal, às vésperas do julgamento do impeachment de sua sucessora, Dilma Rousseff, tem objetivos exclusivamente políticos. Na avaliação de Lula, trata-se de mais um "factoide", na tentativa de impedir sua candidatura à eleição presidencial de 2018.
"Podem trazer os maiores investigadores do mundo aqui que não vão provar que esse apartamento é meu", afirmou o ex-presidente, de acordo com relato de dois senadores do PT. Lula e sua mulher, Marisa, foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no inquérito que investiga a propriedade do tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá. É o primeiro indiciamento de Lula na Operação Lava Jato.
Para o delegado Márcio Adriano Anselmo, o ex-presidente e Marisa receberam vantagens ilícitas, por parte da empreiteira OAS, "em valores que alcançaram R$ 2,4 milhões", referentes à reforma do apartamento no Guarujá e ao custeio de "armazenamento de bens do casal".
Lula costuma se referir ao imóvel como um apartamento do "Minha Casa Minha Vida" por causa do seu tamanho, considerado pequeno para um tríplex. Investigadores da Lava Jato também suspeitam que o ex-presidente seja dono de um sítio em Atibaia (SP), reformado pela OAS e Odebrecht.
"Eu já cansei. Eu não tenho que provar que tenho apartamento. Quem tem que provar é a imprensa que acusa, o Ministério Público Federal, que diz que eu tenho, a Polícia Federal, que diz que eu tenho. Eles têm que apresentar documento de compra, contrato assinado, porque, se não tiver, em algum momento eles é que terão de me dar de presente uma chácara e um apartamento", disse Lula no último dia 29, ao participar da conferência nacional dos bancários, em São Paulo. "Se o objetivo de tudo isso é me tirar de 2018, não precisa fazer isso. A gente pode escolher outros candidatos com mais qualidade. Agora, essa provocação me dá coceira (de ser candidato)."
Na rápida conversa desta sexta-feira com quatro senadores do PT, no hangar do aeroporto de Brasília, Lula foi na mesma linha, usando praticamente os mesmos argumentos. Jorge Viana (AC), Paulo Rocha (PA), Humberto Costa (PE) e José Pimentel (CE) saíram da sessão de julgamento do impeachment de Dilma por volta de 16 horas apenas para se encontrar com o ex-presidente.
Na tentativa de corroborar a percepção de uso político das investigações, os parlamentares também notaram que a autorização do Supremo Tribunal Federal para abertura de inquérito contra Dilma, Lula e outras cinco pessoas, por suspeita de obstrução de Justiça, foi divulgada justamente no dia em que ela anunciou sua esperada carta aos senadores

Santo Estevão Histórico

No século XVIII, chega ao Brasil navio com imigrantes portugueses, entre eles o padre José da Costa Almeida, vindo fixar-se em terras do município de Cachoeira do Paraguaçu, às margens do rio Cavaco, com aproximadamente 3 léguas de terra, possuindo uma sesmaria, na região hoje conhecida por Santo Estevão Velho, onde construiu a sede da fazenda e uma pequena Capela sob o orago de Santo Estevão, imagem trazida de Portugal.
Tempo depois, em 1739, fugindo da seca que assolava a região, o padre José da Costa Almeida envereda sem destino a procura de água doce para si e seu rebanho. Quilômetros depois ele é surpreendido por uma verde vegetação e um forte manancial, porém a água era salobre, levemente salgada, daí o nome ?riacho do salgado?. Deixando os animais e empregados às margens do Riacho do Salgado, o padre José da Costa Almeida sobe o morro e descobre o planalto onde hoje é a Praça da Lua. Constrói então sua segunda sede, com casa, currais e pequena capela igualmente a primeira, sob o orago de Santo Estevão. Vai buscar a imagem do santo que estava na primeira capela, para colocar na nova. Só que no dia seguinte não se sabe como, a imagem havia voltado para a primeira capela. Este fato repetiu-se duas vezes. Na terceira vez o padre não insistiu, deixando a imagem onde estava e trazendo outra de Santo Antônio de Lisboa, em Portugal. Dando origem, naquela época, ao nome do lugar Santo Estevão Novo.
Construída a capela em 1751 e dedicada a Santo Estevão, foi, em 1754, elevada à categoria de freguesia de Santo Estevão de Jacuípe. Sua formação territorial de inicio, 20 léguas de circunferência e estava situada entre os rios Paraguaçu e Jacuípe, este limitando-se norte com a de Nossa Senhora do Rosário da Cachoeira, e aquele ao sul dividindo-a da de São Pedro de Muritiba. Devido ao descaso do Padre José da Costa Almeida, que não ficara contente com a elevação da capela à freguesia, ficou ela em ruínas. O povoado Santo Estevão Novo só veio a desenvolver-se depois do ano de 1757, ano em que o 1º vigário, padre Antônio Rodrigues Nogueira, descrevendo a freguesia de Santo Estevão de Jacuípe, relata: ?aqui não há povoação, nem rebanho junto, porque tudo são ovelhas desgarradas pelas distâncias em que moram uns dos outros?. Também nessa época, o referido vigário fez referência à capela inicial que estava arruinada e que ?só não são deixados de administrar os sacramentos aos paroquianos porque os administro em casa de palha onde resido?. Parte daí o movimento para construção da igreja Matriz, que foi concluída muitos anos depois.

Formação Administrativa

STF julgará queixa crime e pedido de indenização de Dunga contra Romário


 



STF julgará queixa crime e pedido de indenização de Dunga contra Romário
Foto: Divulgação
A 1ª turma do STF julgará, na próxima terça-feira (30), a queixa-crime do ex-técnico da seleção Brasileira Dunga contra o também ex-jogador Romário. O gaúcho alega que, em entrevista a um jornal italiano, em setembro de 2015, Romário teria ofendido sua honra ao sugerir que o técnico que estaria convocando jogadores para a seleção segundo critérios escusos, para atender interesses econômicos de empresários do futebol. Entre as declarações de Romário estão trechos como: “Ele não convoca mais os melhores, há interesse por trás” e “Dunga está envolvido nessa sujeira da CBF”, relacionando o técnico a casos de corrupção em que, de acordo com o senador, a Confederação Brasileira de Futebol estaria envolvida. A defesa de Dunga, feita pelos advogados Ricardo C. Braga dos Santos e Andréa Gonçalves Ferry, aponta dano à sua imagem, pois as colocações “colocam em dúvida as qualidades profissionais do Querelante, desmoralizando a ilibada reputação que sempre ostentou”. Por sua vez, o advogado Luiz Sérgio de Vasconcelos Júnior, atuando por Romário, citou a imunidade parlamentar do senador e tratou os trechos da entrevista como um “registro de indignação com os acontecimentos”, feito pelo ex-jogador, por meio de uma “crítica ampla, horizontal às vicissitudes da gestão do futebol brasileiro e sul-americano, que ele genuinamente reputa genericamente desonesta”.

Betinho tem dúvidas para escalar Flu de Feira contra o Volta Redonda


 

Betinho tem dúvidas para escalar Flu de Feira contra o Volta Redonda
O técnico Betinho tem algumas dúvidas para escalar o Fluminense de Feira para a partida contra o Volta Redonda. No Joia da Princesa, neste domingo (28), as equipes se enfrentam pela primeira partida das quartas de final da Série D.

O treinador terá dois desfalques para a partida. Na zaga, Igor Maranhão está suspenso por conta da expulsão na vitória por 1 a 0 sobre o Ceilândia. Mário Paiva e Eduardo brigam pela vaga ao lado de Paulo Paraíba.

No ataque, o centroavante Josy se recupera de uma contusão muscular. Etinho e João Neto são os postulantes à vaga para fazer dupla com Rafael Granja. BN

Em segundo dia de julgamento de Dilma, Senado é comparado a 'hospício';


 


  • Marcelo Camargo - 26.ago.2016/Agência Brasil
    Confusão entre os senadores Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante o segundo dia de julgamento do impeachment
    Confusão entre os senadores Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante o segundo dia de julgamento do impeachment
A etapa final do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi retomada nesta sexta-feira, mais uma vez em clima bastante nervoso. Em um dos momentos mais marcantes da sessão, o presidente do Senado, Renan Calheiros, comparou a Casa a um "hospício".
O ponto mais tenso, porém, ainda está por vir: na segunda-feira, Dilma fará sua defesa pessoalmente. Está prevista a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais 20 a 30 aliados. Por causa disso, o presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que o lado favorável ao impeachment também terá direito a trazer um grupo com a mesma quantidade de pessoas.
Confira os principais destaques do segundo dia de julgamento, que deve acabar até quarta-feira.
Ueslei Marcelino/Reuters
Calheiros criticou estratégia de aliados de Dilma para atrasar julgamento

"Hospício"

O presidente do Senado, Renan Calheiros, tomou a palavra no fim da manhã supostamente para tentar acalmar os ânimos dos senadores, a pedido do presidente do STF, Ricardo Lewandowski. que comanda a sessão. No entanto, seu discurso duro acabou botando mais lenha na fogueira.
Ele começou pedindo desculpas à sociedade e a Lewandowski pelo baixo nível dos debates. Em seguida disse que o Senado parecia um "hospício" e depois criticou a estratégia dos aliados de Dilma de apresentarem sucessivas questões de ordem questionando o processo.
Para os parlamentares apoiadores do impeachment, os aliados da petista atuam para atrasar o desfecho do julgamento.
"Essa sessão é sobretudo uma demonstração de que a burrice é infinita", disse Calheiro.
Calheiros também atacou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que ontem havia dito que metade do Senado não tinha moral para julgar Dilma. Ela a repreendeu pela fala e lembrou a recente prisão de seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, acusado de envolvimento em esquema de corrupção.
"Que baixaria", reagiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
A discussão quase virou empurra-empurra entre senadores. Lewandowski, que havia cogitado suspender o almoço devido ao atraso na oitiva das testemunhas de defesa, decidiu dar intervalo de quase duas horas para que a tensão baixasse.
No fim do dia, Calheiros disse que estava arrependido da discussão e que ambos os lados "se excederam".
O presidente do Senado afirmou mais uma vez que ainda não sabe se votará no julgamento final de Dilma. Nas fases anteriores, ele preferiu não se manifestar.
O cenário mais provável hoje é que Dilma será condenada e Michel Temer assumirá a Presidência da República até 2018.
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Defesa e acusação terão número igual de apoiadores durante depoimento de Dilma

Plateia "fla-flu"

Calheiros disse que Lula quer assistir ao depoimento de Dilma do plenário do Senado. Ele deve vir acompanhado de um grupo de 20 a 30 aliados, como ex-ministros dos governos petistas e assessores.
Para garantir a "direitos iguais", o presidente do Senado disse que a acusação terá direito a convidar também o mesmo número de apoiadores.
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) contou à BBC Brasil que os nomes ainda estão sendo definidos, mas é possível que sejam chamados os líderes dos protestos que levaram multidões às ruas neste ano e no anterior pedindo a queda de Dilma.
Apesar da forte rivalidade que existe entre esses grupos, o tucano descartou um clima de "fla-flu" na sessão.
"Acho que o depoimento (de Dilma) vai ser muito mais civilizado que hoje", afirmou também Calheiros.
Geraldo Magela - 23.jun.2016/Agência Senado
A ex-secretária do Ministério do Planejamento Esther Dweck foi dispensada como testemunha

Testemunhas "parciais"

Assim como no primeiro dia, novas testemunhas passaram a condição de informantes, devido a questionamentos sobre sua imparcialidade. Dessa vez foi a vez da defesa sofrer "baixas".
Nesta sexta-feira, estava previsto o início da oitiva de seis testemunhas convocadas por Dilma. No entanto, a ex-secretária do Ministério do Planejamento Esther Dweck foi dispensada após senadores favoráveis ao impeachment questionarem o fato de ela ter sido nomeada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para trabalhar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa.
Além disso, a própria defesa também solicitou a troca de "status" de testemunha para informante do economista Luiz Gonzaga Belluzzo e do presidente da Sociedade Brasileira de Direito Tributário, Ricardo Lodi, se antecipando aos questionamentos que seriam feitos pelos senadores favoráveis ao impeachment.
Segundo eles, Belluzzo não poderia ser testemunha porque não participou das operações fiscais em questionamento. Dessa forma, ele apenas poderia dar sua opinião como especialista. Já Lodi foi assistente de perícia indicado pela defesa em fase anterior do processo e por isso não teria imparcialidade para ser testemunha.
Ontem, uma testemunha de acusação, o procurador junto ao TCU (Tribunal de Contas de União) Júlio Marcelo de Oliveira, também foi interrogada como ouvinte. Ele não foi considerado imparcial porque apoiou protestos a favor da rejeição das contas do governo Dilma pelo TCU no ano passado.
Na prática, porém, essas mudanças não devem ter efeitos relevantes. Ao contrário da testemunha, o informante não presta compromisso de dizer a verdade e não pode ser processado por mentir. Dessa forma, do ponto de vista técnico, seu depoimento é considerado "menos qualificado". Ainda assim, pode ser usado como prova, a depender da avaliação do juiz do caso.
No caso do impeachment, os próprios senadores são os juízes e é improvável que esse fator - ser testemunha ou ouvinte - influencie sues votos.
Pedro França/Agência Senado
Aliados de Dilma voltaram a apresentar questões de ordem e atrasaram julgamento

"Ignorar" depoentes

Assim como no primeiro dia, senadores aliados de Dilma apresentaram uma série de questões de ordem questionando o processo, o que novamente atrasou o andamento do julgamento.
Em reação, os parlamentares a favor do impeachmemt decidiram "ignorar" os depoentes convocados pela defesa, fazendo poucas perguntas.
"Não vamos perguntar, a não ser que haja alguma provocação. Num tribunal do juri, a tese que está ganhando evita fazer perguntas, até pra não levantar a bola pra outra parte cortar", disse à BBC Brasil o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
A maioria dos senadores nem acompanhou a fala dos depoentes de defesa. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) chegou a apresentar questão de ordem para que Lewandowski exigisse a presença deles, mas o presidente do STF disse que os senadores podiam acompanhar a sessão de seus gabinetes.
"Os juízes que vão julgar a presidenta não estão ouvindo as testemunhas", criticou o petista.
Falaram nesta sexta-feira três depoentes convocados pela defesa - Luiz Gonzaga Belluzzo (economista professor da Unicamp), Geraldo Prado (jurista professor da UFRJ) e Luiz Cláudio Costa (ex-secretário executivo do Ministério da Educação).
Eles chamaram o impeachment de Dilma de "injustiça" e "um atentado à democracia".
Neste sábado, vão depor o Nelson Barbosa (ex-ministro da Fazenda e do Planejamento) e Ricardo Lodi (presidente da Sociedade Brasileira de Direito Tributário).
André Dusek - 8.jun.2016/Estadão Conteúdo
Depoimento de Antônio Carvalho foi questionado pela defesa de Dilma

Polêmica sobre parecer do TCU

Senadores aliados de Dilma repercutiram nesta sexta o depoimento do auditor do TCU Antônio Carlos Costa D'Ávila Carvalho Júnior, testemunha de acusação que falou na noite de quinta-feira.
Ao responder questionamento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ele reconheceu que auxiliou o procurador junto ao TCU Júlio Marcelo de Oliveira a produzir uma representação sobre a continuidade em 2015 das "pedaladas fiscais" - atrasos nos repasses dos governos a bancos públicos para cobrir benefícios de programas públicos e juros subsidiados.
Esse documento serviu de base para a denúncia que pede o impeachment da presidente, apresentada pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Paschoal.
"Formalmente a representação foi apresentada pelo doutor Júlio e cabia a ele decidir se faria ou não, mas, sim, conversei com ele antes da representação, passei a ele alguns conceitos, porque envolvia questões de apuração de resultado fiscal e, em função do que estava colocado nos jornais, ele queria obter maiores informações em relação a isso, auxiliei, sim, na redação de alguns trechos da representação", disse.
A defesa de Dilma estuda recorrer juridicamente para anular o parecer. O argumento é que um auditor do TCU, que portanto estaria responsável por analisar a representação, não poderia orientar a acusação apresentada pelo Ministério Público.
"O próprio auditor recebeu a denúncia, deu parecer favorável ao prosseguimento, e orientou a decisão do tribunal. É uma armação. É muito grave o que estamos vendo. Criaram um crime. As pedaladas não existem", disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).