Fies 2018 terá empréstimo e juros regulados por bancos privados, diz MEC
Ministério da Educação (MEC) esclareceu nesta sexta-feira (7) que os bancos privados também vão participar do Financiamento Estudantil (Fies) no novo modelo anunciado para entrar em vigor em 2018. Até então, os únicos agentes financeiros que operavam o programa eram bancos públicos: a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. Na quinta, o ministro Mendonça Filho anunciou que, a partir do próximo ano, o Fies vai oferecer três tipos de contratos de empréstimos com público alvo e juros distintos. A participação dos bancos privados será exclusivamente no tipo de contrato chamado Fies 3. Está definido que o Fies 3 será destinado a alunos com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos. Juros indefinidos. Nesta modalidade, a taxa de juros do empréstimo ainda não está definida, segundo o governo. "(A taxa de juros) será regulada pelo mercado tendo em vista que é operado pelos bancos privados, porém é esperado que sejam menores do que os praticados hoje pelas empresas privadas de crédito estudantil", informou o ministério em nota. No Fies 1 não haverá juros, e no Fies 2, a taxa será de 3%, mais correção monetária. O MEC reformulou o programa com intuito de torná-lo mais "sustentável." Uma das mudanças para coibir a inadimplência é que o pagamento do financiamento será descontado automaticamente da folha de pagamento após o estudante terminar o curso e conseguir o emprego formal. O limite do desconto será de, em média, 10% da renda. O governo também informou que o Fies 3 terá oferta de vagas regionais e nacional. Com isso, agora sabe-se que o Fies 1 terá foco nacional, o Fies 2 atenderá Norte, Nordeste e Centro Oeste, e o Fies 3 terá foco em algumas regiões, além de reservar algum percentual de vagas nacionais.