No decorrer de uma depressão podem surgir tendências suicidas e não
são raros os doentes que cedem a esse impulso. Por isso, qualquer sinal
de ideias suicidas é como um pedido de socorro, e que como tal precisa
de ser entendido.
Expressões como: “A minha vida já não tem sentido. Seria preferível
eu desaparecer”, pode ser indicador de “ALERTA”. Nos estados de
depressão grave, é frequente os doentes chegarem a um ponto tal que
acham que nunca mais conseguirão recuperar. Vivem o presente sem um
mínimo de esperança, e as perspetivas de futuro encontram-se dominadas
por sentimentos negativos.
As intenções de suicídio devem ser sempre levadas a sério pelos
amigos e familiares. Amigos e familiares, muitas vezes ficam sem saber
se hão-de falar abertamente sobre o assunto, ou se é preferível não o
abordarem. A sugestão é que conversem sobre o problema! Para quem está
deprimido pode ser um alívio conseguir desabafar com alguém.
Quando as pessoas do círculo do doente começam a sentir a impressão
de que o contacto com este lhe escapa cada vez mais, deverão levá-lo a
um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra) tão cedo
quanto possível. E nunca é demais recordar que funcionam noite e dia
serviços de urgência em hospitais a que poderão recorrer, caso entrem em
crises agudas de desespero.
Se se sente deprimido, não tente enfrentar sozinho a situação.
Naturalmente que há depressões que se curam espontaneamente. Mas também é
provável que surjam de novo após um período de tempo muito
imprevisível. Por isso, a atitude mais prudente é a de procurar quanto
antes ajuda especializada.